A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória do Gás do Povo, que garante botijão de gás de 13 kg gratuito para famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo. O texto recebeu 415 votos a favor e 29 contra, e agora segue para análise do Senado antes do prazo final de validade, em 11 de fevereiro.
Dos 29 votos contrários, 18 foram de deputados do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, que liderou a oposição à medida. Entre os nomes estão Bia Kicis (DF), Carlos Jordy (RJ), Nikolas Ferreira (MG) e Zé Trovão (SC). Outros partidos com votos contra foram Novo (5), PP (2), União (2) e PSDB (1).
O programa deve entrar em pleno funcionamento em março, beneficiando cerca de 15 milhões de famílias – substituindo o Auxílio Gás, que atendia 4,4 milhões com subsídio parcial a cada dois meses. A gratuidade será oferecida em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o país, com foco no combate à pobreza energética.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, o Gás do Povo já está implantado em todas as capitais e busca garantir acesso a um serviço essencial para populações vulneráveis. A proposta integra a estratégia do governo federal de ampliar a rede de proteção social, ainda que enfrente resistência de parte da base bolsonarista no Congresso.