A OPAS (Organização Pan-Americana da Saúde) emitiu um alerta epidemiológico devido ao aumento explosivo de casos de sarampo no continente americano. Em 2025, foram registrados 14.891 casos e 29 mortes – um crescimento de 32 vezes em relação a 2024, quando houve 466 notificações. Apenas no início de 2026, já são mais de 1.031 infecções.
A organização atribui o surto à queda na cobertura vacinal, agravada desde a pandemia de Covid-19. A faixa etária mais atingida é a de 10 a 19 anos, responsável por 24% dos casos. A OPAS recomenda que os países reforcem com urgência a vigilância epidemiológica, a vacinação de rotina e realizem campanhas complementares de imunização.
No Brasil, foram confirmados 38 casos em 2025, distribuídos em Tocantins (25), Mato Grosso (6), Rio de Janeiro (2), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (1), Maranhão (1) e Distrito Federal (1). Desse total, dez foram contraídos no exterior.
Situação em Pernambuco – Até o momento, Pernambuco não registrou casos confirmados de sarampo em 2025 ou 2026. No entanto, o estado mantém vigilância ativa por meio da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), que monitora a cobertura vacinal e a notificação de síndromes exantemáticas. Dados preliminares apontam que a cobertura da primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) em crianças de 1 ano ficou abaixo de 80% em 2025 no estado – patamar considerado insuficiente para conter surtos.
Ações preventivas em andamento
A SES-PE vem realizando:
- Busca ativa de não vacinados nas unidades de saúde.
- Parceria com municípios para intensificar a vacinação em escolas e comunidades de baixa cobertura.
- Campanhas de multivacinação focadas na atualização da caderneta de crianças e adolescentes.
- Capacitação de profissionais para notificação imediata de casos suspeitos.
Apesar da situação controlada, a proximidade com estados que registraram casos e os baixos índices de vacinação acendem um sinal de alerta. A recomendação para a população é verificar a carteira de vacinação e regularizar a imunização, especialmente de crianças entre 1 e 4 anos, que devem ter as duas doses da tríplice viral.