O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Federal nesta segunda-feira (2), em Brasília. A investigação apura postagens e falas em que Bolsonaro associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tráfico de drogas e utilizou termos considerados ofensivos.
O depoimento ocorreu na unidade conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro cumpre pena de 27 anos. O inquérito foi aberto a pedido do Ministério da Justiça para verificar se as declarações do ex-presidente configuram crimes contra a honra de Lula.
A apuração teve início a partir de publicações de Bolsonaro, incluindo um vídeo divulgado no YouTube em março do ano passado, que o suspeita de ter cometido calúnia ao ligar Lula ao tráfico no complexo do Alemão. Postagens no X (ex-Twitter), onde chamou Lula de “cachaça”, também estão sob análise. Conforme divulgado pelo G1 e UOL.
Investigação sobre crimes contra a honra
O inquérito busca determinar se as falas de Bolsonaro ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram calúnia ou outros crimes contra a honra do atual presidente. A Polícia Federal analisa diferentes episódios de comunicação pública de Bolsonaro.

Defesa alega contexto de crítica política
Advogados de Jair Bolsonaro negam a prática de qualquer crime. A defesa argumenta que os comentários feitos pelo ex-presidente se deram no âmbito da crítica política, um espaço legítimo de debate no ambiente democrático.
Seis meses de prisão
Bolsonaro completou seis meses de prisão nesta quarta-feira (4). Inicialmente em prisão domiciliar, ele foi levado para a Superintendência da PF em 22 de novembro e, desde 15 de janeiro, encontra-se na Papudinha.
A investigação sobre as declarações de Bolsonaro reflete as tensões políticas atuais e a importância de manter o debate público pautado no respeito e na veracidade, mesmo em cenários de forte oposição. O caso pode ter desdobramentos no cenário jurídico e político do país.