A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado suspendeu as reuniões agendadas para esta semana, que tinham como objetivo ouvir importantes figuras públicas. Entre os convocados estavam a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, e o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.
A decisão de cancelar as audiências, que ocorreriam nesta terça (10) e quarta-feira (11), respectivamente, visa reorganizar os trabalhos da comissão. O adiamento impacta a coleta de informações cruciais para a elaboração do relatório final da CPI.
A expectativa é que as oitivas sejam reagendadas em breve, permitindo a continuidade da apuração sobre a atuação e expansão de organizações criminosas no país, conforme divulgado pela fonte principal.
Oitiva de Governadores Adiada
A governadora Raquel Lyra e o secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho de Mattos, eram esperados para depor nesta terça-feira.
Na quarta-feira, a comissão pretendia ouvir o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o secretário de Segurança Pública fluminense, Victor Cesar Carvalho dos Santos.
Relator destaca importância das contribuições
O requerimento para convidar as autoridades foi apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Segundo Vieira, a participação desses gestores é “vital para a elaboração do relatório final desta comissão”.
O objetivo é auxiliar na formulação de propostas legislativas e de políticas públicas efetivas em âmbito nacional para o combate ao crime organizado.
Objetivos da CPI
Presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), a CPI do Crime Organizado conta com 11 titulares e 7 suplentes.
A comissão foi criada para investigar a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no Brasil, com foco especial em facções e milícias.
Um dos propósitos é buscar soluções adequadas, incluindo o aperfeiçoamento da legislação vigente.
Próximos Passos da Comissão
Com o cancelamento das reuniões desta semana, a CPI do Crime Organizado deve se dedicar a reestruturar seu cronograma de trabalho.
Novas datas para as oitivas dos governadores e secretários serão definidas, buscando otimizar a coleta de informações.
A meta é avançar na compreensão do fenômeno do crime organizado para propor medidas eficazes de combate e prevenção em todo o território nacional.