O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou, em Brasília, um pacto contra o feminicídio, crime motivado por gênero, com a participação dos Três Poderes da República. A iniciativa busca atuações coordenadas para prevenir a violência contra meninas e mulheres no Brasil.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula enfatizou que a responsabilidade no combate à violência de gênero é coletiva, mas recai especialmente sobre os homens. O pacto representa um marco ao assumir que a luta pela defesa das mulheres não é exclusiva delas.
A articulação inédita visa engajar toda a sociedade, desde o ambiente de trabalho até as salas de aula, promovendo uma mudança cultural em direção ao respeito. A iniciativa conta com o apoio de ministros e da primeira-dama, Janja da Silva. Conforme divulgado pelo Planalto.
Pacto Nacional visa erradicar a violência de gênero
O acordo prevê ações integradas entre Executivo, Legislativo e Judiciário com o objetivo de prevenir a violência contra meninas e mulheres. Lula destacou a importância de envolver todos os setores da sociedade.
“Não basta não ser um agressor. É também preciso lutar para que não haja mais agressões. Cada homem desse país tem uma missão a cumprir”, afirmou o presidente, ressaltando a necessidade de uma conscientização que vá da creche à universidade.
A primeira-dama, Janja da Silva, abriu a cerimônia lendo uma história de uma vítima de agressão, clamando por mais empatia e ação dos homens. “Queremos vocês, homens, nessa luta, ao nosso lado”, declarou.
Integração dos Três Poderes para uma nova civilização
O pacto busca conscientizar sobre a violência doméstica, que, segundo o presidente, é um dos palcos mais frequentes de feminicídios. Ele ressaltou que muitas mulheres morrem nas mãos de atuais ou ex-parceiros, mas também por homens que não aceitam a ascensão feminina no mercado de trabalho.
“As mulheres estão conquistando cada vez mais espaços de liderança no mercado de trabalho e vão conquistar ainda mais. Por justiça e por merecimento. Lugar da mulher é onde ela quiser estar”, disse Lula, reforçando o compromisso com a igualdade de gênero.
Campanha de utilidade pública e adesão de estados
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, classificou a iniciativa como prioritária para o governo. Uma campanha estratégica de utilidade pública será lançada para engajar estados e municípios.
O objetivo é criar uma sociedade onde as mulheres possam viver em paz, livres de violência. A participação ativa dos homens é vista como fundamental para alcançar essa meta e construir uma nova civilização baseada no respeito.