Um grupo de mães atípicas em Jaboatão dos Guararapes se mobiliza nesta segunda-feira (23) para realizar um ato pacífico em protesto contra a ausência e a instabilidade na contratação de profissionais de apoio escolar na rede municipal de ensino.
O movimento visa chamar a atenção para a situação de aproximadamente 100 crianças que estão sendo diretamente prejudicadas pela falta desses profissionais, essenciais para garantir a inclusão e o desenvolvimento de estudantes com deficiência em sala de aula.
Durante o ato, será protocolado um ofício de denúncia coletiva, detalhando os impactos nas crianças e escolas afetadas, e solicitando providências urgentes e um cronograma claro para a regularização. Conforme informações divulgadas pelo grupo de mães.
Educação inclusiva e o direito garantido por lei
A Constituição Federal, a Lei Brasileira de Inclusão e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional asseguram o direito à educação inclusiva, garantindo o atendimento adequado e os recursos necessários para estudantes com deficiência.
A ausência do profissional de apoio escolar compromete não apenas o aprendizado, mas também a segurança e o desenvolvimento emocional dos alunos, configurando uma forma de exclusão.
A voz das mães e a busca por transparência
Representantes do movimento afirmam que a situação atual representa uma “exclusão disfarçada de matrícula”, onde as crianças estão matriculadas, mas sem o suporte pedagógico fundamental.
O grupo também exige transparência da gestão municipal em relação aos processos de contratação, alocação e a continuidade desses profissionais.
Mobilização e presença de autoridades
O ato pacífico contará com a participação de mães atípicas, representantes do Conselho Tutelar, profissionais concursados e parlamentares, demonstrando a amplitude do apoio à causa. A manifestação ocorrerá na Prefeitura de Jaboatão, na Secretaria de Educação, com início previsto para as 8h.
A denúncia coletiva protocolada pelas mães pode gerar pressão sobre a gestão municipal para que sejam tomadas medidas efetivas. A expectativa é que a prefeitura apresente um plano de ação concreto.
A regularização dos profissionais de apoio é crucial para garantir que o direito à educação inclusiva seja de fato cumprido, impactando positivamente a vida de centenas de crianças e suas famílias.