A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (25/02), a Operação Vassalos, com o objetivo de combater uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e desviar recursos públicos provenientes de emendas parlamentares. A ação abrange cinco estados brasileiros: Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e o Distrito Federal.
Entre os alvos da operação, em Pernambuco, estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho e seus filhos, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que é pré-candidato ao Senado, além do atual deputado federal Fernando Filho.
As investigações apontam para um esquema complexo que teria movimentado quantias bilionárias, com suspeitas de envolvimento em casos de corrupção e lavagem de dinheiro. Agentes federais cumprem 42 mandados nos cinco estados.
Como funcionava o esquema de desvio de emendas
De acordo com a Polícia Federal, a investigação detalha a atuação de uma organização criminosa voltada para o desvio de recursos públicos. As emendas parlamentares teriam sido direcionadas para empresas específicas, facilitando a fraude em licitações.
Após o desvio dos valores, o dinheiro era utilizado para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio. O esquema visava, portanto, beneficiar indevidamente os envolvidos e dissimular a origem ilícita dos fundos.
Próximos passos e desdobramentos
Os desdobramentos da Operação Vassalos podem incluir novas fases de investigação, identificação de outros envolvidos e o bloqueio de bens. A ação reforça a importância do controle e da transparência na aplicação de recursos públicos, especialmente aqueles oriundos de emendas, que deveriam atender demandas específicas da população.
Tanto o ex-senador Fernando Bezerra Coelho como seus filhos, Miguel Coelho e Fernando Filho ainda não se pronunciaram sobre a Operação Vassalos.
Porém, o advogado André Callegari, que representa FBC e Fernando Filho, se mostrou surpreso com a operação da PF. Em nota enviada à CNN Brasil, ele disse que “os mandados vieram desacompanhados dos motivos que ensejaram as medidas cautelares e, após o acesso aos autos, a defesa irá se manifestar”.
A Operação Vassalos chegou em um momento ruim para Miguel Coelho (União), que pretende disputar uma vaga ao Senado, em outubro. No tabuleiro político de Pernambuco, o nome de Miguel vem sendo disputado tanto pelo prefeito do Recife, João Campos, como pela governadora Raquel Lyra, em uma possível composição de chapa majoritária.