Uma declaração direta, sem meias palavras e com peso de ultimato. O discurso do professor Victor Gao, gravado em setembro de 2025 durante o Fórum Manila, voltou a circular com força total nas redes sociais, neste fim de semana, e não foi para menos.
“Se você quer ter guerra, terá guerra. Se você quer destruir a China, será destruído. Se você quer impor uma guerra nuclear à China, será eliminado por uma guerra nuclear.”
A frase, dura e cristalina, abre o trecho mais compartilhado da fala de Gao. E ela ressoa agora em um contexto específico: o ataque dos Estados Unidos ao Irã, que reacendeu o debate sobre o papel das grandes potências e os limites da ação unilateral.
A doutrina do segundo tiro
Gao não apenas ameaça, ele explica a lógica por trás da posição chinesa. “A China não disparará o primeiro tiro, mas a China não permitirá que você dispare o segundo tiro.”
A frase sintetiza a doutrina de defesa chinesa: contenção na iniciativa, mas resposta letal e imediata a qualquer agressão. É uma mensagem endereçada claramente a Washington, em um momento em que a capacidade de dissuasão volta ao centro do debate geopolítico.
O míssil e a bomba de hidrogênio
O analista então faz uma referência direta ao desfile do Dia da Vitória em Pequim, realizado em 3 de setembro de 2025. Segundo ele, uma das armas apresentadas na ocasião merece atenção especial.
“Uma das armas que a China demonstrou é um míssil com todas as ogivas. Nós o chamamos de 61 porque ele pode conter 60 ogivas nucleares mais uma bomba de hidrogênio.”
Gao prossegue com uma afirmação que chocou parte da audiência: “No mundo de hoje, deixe-me dizer, qual país tem bomba de hidrogênio? A China é o único país com bomba de hidrogênio.”
A declaração, que especialistas em geopolítica tratam com ressalvas, tem um efeito claro: posicionar a China no topo da cadeia tecnológica militar, como potência capaz de dissuadir qualquer adversário.
Alcance global, resposta impossível
O analista chinês detalha ainda a capacidade do míssil mencionado: “Esse ICBM pode alcançar todos os cantos do mundo em menos de 20 minutos e destruir qualquer alvo em qualquer canto do mundo sem nenhuma possibilidade de ser interceptado.”
A referência a ICBM (míssil balístico intercontinental) e à inviabilidade de interceptação não é técnica: é política. Gao quer deixar claro que, no tabuleiro nuclear, a China não apenas tem peças, mas peças que mudam o jogo.
Uma mensagem para Washington
O recado final é direto: “Espero que Washington tenha aprendido a lição.” A frase ecoa agora em um contexto de tensão crescente entre EUA e Irã, com potenciais desdobramentos envolvendo Rússia e China. Para muitos analistas, o discurso de Gao não é apenas sobre defesa, é sobre redefinir quem dita as regras no sistema internacional.
Por que viralizou agora
A escalada no Oriente Médio fez com que declarações como a de Gao deixassem de ser teoria para se tornar alerta prático. Em um mundo onde ações unilaterais se multiplicam, a China reafirma sua posição: não busca confronto, mas está preparada para ele.
O vídeo que circula não é apenas um discurso. É uma declaração de posição estratégica, embrulhada em linguagem dura e exemplos concretos de um país que está pronto para se defender. Vamos ver os próximos passos e saber até que ponto Trump vai ser doido.